Foto LI Grossman

O cimento de Grossman

Em 1958, verificando que a prata oxidava, formando sulfetos que manchavam a coroa dos dentes, o Prof. Louis I. Grossman eliminou a prata da composição do pó, propondo uma nova fórmula para o cimento à base de óxido de zinco e eugenol. Quanto à composição do líqüido, ele substituiu a solução de cloreto de zinco a 4% pelo óleo de amêndoas doces. A adição de um óleo vegetal ao cimento teve como objetivo aumentar o seu tempo de presa (endurecimento), passando para 20 minutos, o que permitiu mais tempo para o profissional realizar a etapa de obturação e, até mesmo, fazer alguma correção, se necessário fosse, antes do cimento tomar a presa completa. O cimento permaneceu solúvel em solventes etéreos, portanto, possível de ser removido do canal radicular, caso necessário. Os resultados clínicos também se mostraram satisfatórios, parecendo que o material não provocava irritação aos tecidos perirradiculares. Esse estudo foi publicado no “Journal of the American Dental Association”.

Desvendando a anatomia do assoalho da câmara pulpar

Desvendando a anatomia do assoalho da câmara pulpar

Paul Krasner e Henry J. Rankow, dois professores da Universidade “Temple”, na Filadélfia, EUA, propuseram, em 2004, diretrizes para a localização da câmara pulpar e da(s) embocadura(s) do(s) canal(is) radicular(es). Eles afirmaram que o uso dessas diretrizes poderia ajudar na determinação da posição da câmara pulpar e na localização exata das embocaduras dos canais radiculares em qualquer dente humano.